Como renegociar dívidas com o banco

O ano de 2014 trouxe um cenário de inflação, juros altos e desaceleração econômica. Diante desta conjuntura, os consumidores que estão com nome sujo deveriam buscar um acordo com seus credores a fim de quitar suas dívidas, e se preparar para possíveis turbulências na economia. Abaixo, segue oito dicas para se obter uma boa negociação com uma instituição bancária, ou financeira.

 1 – Faça cálculos realistas

Em qualquer renegociação não adianta o consumidor aceitar uma proposta que não poderá pagar. A primeira coisa a se fazer, antes mesmo da renegociação, é colocar no papel a sua renda líquida mensal (rendimentos, menos os impostos e benefícios) e então subtrair os gastos essenciais como moradia e saúde.

Cortando gastos supérfluos, obtem-se um saldo final sobre o qual poderá ser proposto um pagamento mensal da dívida com o banco.

 2 – Analise o contrato

É importante verificar se o contrato de uma renegociação não possui irregularidades, seja por provocar prejuízos – como restrição aos serviços bancários – ou por cobrar taxas adicionais. Em casos como este o consumidor pode formalizar uma denúncia nos órgãos de defesa do consumidor e no Banco Central.

3 – Pesquisa as condições de outros bancos

É possível fazer a portabilidade da dívida contraída em um banco para outro. O consumidor pode fazer isso quando encontra em outro banco condições melhores de pagamento.

Ao possuir dados como taxas de juros, prazos e benefícios oferecidos por outras instituições bancárias, o consumidor pode pressionar o seu banco para que sejam oferecidas condições parecidas. Caso não consiga, a dívida pode ser levada para o banco concorrente.

4 – Entre em contato

Especialistas na área financeira recomendam que o consumidor entre em contato pessoalmente para realizar uma renegociação – por mais que alguns bancos ofereça a renegociação via internet.

As soluções online costumam ser padronizadas e, por vezes, podem não ser flexíveis o suficiente para alguns casos. Caso a instituição financeira em que o consumidor tenha dívida só aceite renegociar por telefone, é importante guardar todos os registros dos contatos efetuados com a Central de Atendimento.

5 – Sugira soluções

O consumidor deve participar de forma ativa da renegociação, propondo soluções razoáveis. Por exemplo, dificilmente uma instituição vai reduzir juros de um contrato de 48 meses que ficou inadimplente no terceiro mês. Para o caso de financiamento de veículos e outros bens, os juros podem ser negociados apenas se a inadimplência ocorreu após três meses.

Caso a dívida seja referente ao cartão de crédito a situação tende a ser mais radical, por ser um produto com taxas de juros muito altas.

Ao perceber que não conseguirá pagar a fatura do cartão, o consumidor deve pedir a suspensão imediata da cobrança de juros futuros e renegociar o débito, para que a dívida não comece a crescer de forma acelerada.

6 – Analisar a contraproposta do banco

Via de regra, a primeira proposta que um banco oferece quanto a renegociação costuma vir com valores altos e uma dívida mais longa. Os bancos costumam repartir o débito em uma quantidade maior de parcelas para dar a impressão de que a prestação não vai pesar no bolso.

Entretanto, é importante verificar o seguinte: por mais que a nova taxa de juros seja menor, se a quantidade de prestações é maior o consumidor acaba pagando mais juros. Por isso é importante analisar se, com uma quantidade menor de prestações, o valor ainda caiba no bolso.

7 – Não se deixe intimidar

Algumas instituições podem se aproveitar do momento de fragilidade financeira do consumidor para condicionar a renegociação a contratação de produtos ou serviços. Esta prática é condenada pelo Código de Defesa do Consumidor como venda casada.

O consumidor não deve aceitar nenhuma proposta que lhe traga um gasto maior do que o seu objetivo de quitar sua dívida, ainda mais se se tratar de um serviço que não será utilizado. Caso a cobrança seja feita em tom de ameaça, também pode render uma indenização na justiça.

8 – Não se endivide novamente

Depois de renegociar a dívida é importante tomar cuidado para não descontrolar as finanças novamente. Caso isso ocorra e o consumidor não consiga pagar a renegociação, um segundo acordo fica mais difícil de ser estabelecido. Em caso de reincidência, as instituições tendem a ficar mais inflexíveis.

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  1. Antonio Sergio Soares Siqueira 22 de outubro de 2016
  2. Antonio Sergio Soares Siqueira 22 de outubro de 2016

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