Crédito Pessoal para pagar dívidas e limpar nome no SPC

Pode parecer um contra-senso o fato de uma pessoa recorrer a um empréstimo para pagar suas dívidas e limpar o nome. A lógica é que seria como tentar apagar um incêndio usando mais fogo! Uma vez que, durante mais de uma década o país viveu a febre do crédito, ao ponto de parecer que pedir empréstimo era uma mania nacional – ao ponto do Brasil também ter sido apelidado de Terra das Parcelas!

A população brasileira se tornou cada vez mais endividada, em todos os setores da população. Por isto, também percebe-se um fenômeno entre pessoas endividadas: a chamada “bola de neve” das dívidas, onde uma pessoa endividada busca cada vez mais crédito a fim de quitar o débito anterior e parece nunca conseguir se livrar das dívidas!

Em geral, funcionários públicos, aposentados e pensionistas do INSS são as pessoas mais vulneráveis a esse tipo de comportamento por causa da facilidade de conseguir crédito mais rápido e mais barato, com taxas de empréstimos consignados que chegam a menos de 1% ao mês e a facilidade do pagamento com débito na folha de pagamento.

Quem é funcionário de empresa privada ou autônomo ainda precisam se submeter a negociações com taxas de juros muito altas, entre 5,5% a 11% ao mês dependendo do banco ou da financeira procurada para se obter um empréstimo pessoal – parece que em alguns bancos se negocia nos limites da agiotagem.

A taxa de juros praticadas pra quem trabalha na iniciativa privada equivale a média dos juros do cheque especial – por mais que o cheque especial libere valores bem menores do que aqueles que são concedidos em um empréstimo pessoal convencional – e inferior as taxas cobradas nos cartões de crédito, cuja média gira em torno de 7% ao mês.

Com o progressivo endividamento da população, começou-se uma busca por empréstimo pessoal sem consulta ao SPC – como no caso de alguns empréstimos para autônomos que levam em consideração apenas a movimentação bancária dos últimos três meses e o uso de talão de cheques – para somá-lo com a renda salarial ou outras rendas a fim de se pagar dívidas, seja de cartão de crédito, do cheque especial, financiamentos e outros tipos, incluindo para limpar o nome do SPC, Serasa e outras pendências que geram restrição.

Mas qual é a lógica de se buscar um empréstimo para quitar dívidas? Não seria essa prática um paradoxo de se tentar pagar um dívida com mais uma dívida?

Quem busca esse tipo de negociação, na verdade tem como objetivo concentrar todos os seus débitos em um lugar só, diminuindo custos de taxas e juros antigos, tornando os pagamentos atuais mais suaves, por mais que se alongue o perfil da dívida – apesar das vantagens, as parcelas da nova dívida serão pagas a partir do zero, por um longo tempo.

Entre as linhas de crédito pessoal voltadas para este tipo de operação estão a conhecidíssima “Compra de Dívidas”, e outros tipos de empréstimo que levam em consideração a penhora de algum bem – como o penhor de jóias da Caixa Econômica.

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