Golpe do boleto em empresas

Uma nova forma de golpe está sendo aplicada em empresas pelo país a fora. Este golpe refere-se a cobrança de uma taxa referente a uma contribuição institucional inexistente. As vítimas costumam ser empresas muito jovens, com menos de um ano de mercado. Várias associações desconhecidas enviam uma cobrança de valor alto e na identificação do boleto a informação é de que o valor se refere ao pagamento de alguma inscrição.

É comum um empreendedor inexperiente se assustar com o valor alto da cobrança e, antes de buscar confirmar a origem do boleto, realiza o pagamento para, depois, buscar informação.

Um empreendedor inexperiente age assim por medo de ter o seu nome e o de sua empresa negativados em órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, ou mesmo de ficarem com seu CNPJ irregular. E é justamente aí que os golpistas atacam, nesta ingenuidade do jovem empreendedor.

Instituições como o Sebrae orientam a não efetuar nenhum tipo de pagamento que não tenha sido solicitado ou que esteja muito diferente das rotinas de pagamento da empresa, pois quase sempre torna-se muito difícil reaver os valores.

A partir de quando é feito o pagamento de um boleto desses demora-se em geral dois dias úteis para o golpista receber o dinheiro. A primeira coisa a ser feita caso um empreendedor receba um boleto duvidoso é buscar orientação, e para isso o Sebrae se disponibiliza a auxiliar, por causa de seu caráter de orientar empresas nascentes no país.

As cobranças são feitas em nome de “instituições” como: Associação Comercial Empresarial do Brasil – ACEB, Comercial e Empresarial do Estado de São Paulo, Agência Nacional de Instituição Comercial, Instituto Comercial do Estado da Bahia – INCES, Senacig, entre outras, todas com nome vago.

Contudo, o Sebrae já lançou um alerta de que desconhece estas e outras associações com nomes genéricos, desconhecendo também quais seriam os benefícios para se pagar uma taxa dessas.

Alguns boletos vem com a informação que o boleto se refere a um pagamento facultativo mas, aproveitando-se da ingenuidade e da cultura do brasileiro de não ler letras miúdas, essa informação passa despercebida, se bem que outros boletos não trazem esta informação. Já está sendo estudada uma forma de os próprios bancos impedirem a emissão desse tipo de cobrança.

O que é interessante é que alguns golpistas se aproveitam tanto da desatenção dos empresários quanto do processo mecanizado de pagamento de contas que as empresas utilizam atualmente. Também não se sabe ainda como esses golpistas conseguem realizar uma consulta a CNPJ de empresas jovens.

Caso o empreendedor ou um administrador de empresas receba um boleto suspeito, vale a pena jogar o nome da “instituição” apresentada no boleto na internet, a fim de descobrir se esta instituição existe mesmo e o que tem a ver com sua empresa.

Em seguida deve-se buscar informações, seja no Sebrae ou com advogado experiente a fim de retirar qualquer dúvida antes de efetuar o pagamento. Nesse ponto, é melhor atrasar um pagamento do que nunca reaver o seu dinheiro.

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