Inadimplência do consumidor sobe 6,3%

Sempre que uma pessoa faz uma compra a prazo, esta pessoa está levando em consideração certos parâmetros que espera que se concretizem no futuro. Entre eles, que seu emprego continuará estável e que terá sempre, futuramente, renda suficiente para arcar com seus compromissos financeiros.

No âmbito pessoal é raro o consumidor se preocupar com os dados macroeconômicos, e quando se preocupa, é para saber até que ponto esses dados macroeconômicos vão prejudicar o seu emprego, ou afetar sua renda, ou se algo vai lhe afetar o suficiente para impedi-lo de honrar seu compromissos financeiros e deixá-lo com nome sujo.

Para aqueles que procuram por esses dados, a Serasa Experian realiza várias pesquisas constantemente, vinculadas a questões como inadimplência, crédito, entre outras.

Uma dessas pesquisas concluiu que o cenário de baixo crescimento da economia no país em 2014, mais a inflação elevada e o desaquecimento do mercado de trabalho concluíram para uma alta de 6,3% na inadimplência do consumidor.

O aumento da inflação ocorreu no mesmo contexto da elevação das taxas de juros, desestimulando os consumidores a comprometer sua renda em compras a prazo, e diminuindo seu nível de endividamento.

Para aqueles que se endividaram, existe a chance de uma pequena porcentagem deles estarem com nome sujo hoje, conforme a alta da inadimplência observada no ano passado.

No ano de 2013, o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor registrou uma baixa de 2% na inadimplência comparada com o ano anterior.

A inadimplência nos anos de 2012 e 2011 tiveram altas maiores, de 15% e 21,5% respectivamente. Em 2010 a taxa encontrada foi a mesma de 2014 – uma alta de 6,3%. Comparando o mês de dezembro de 2014 com o de 2013, a alta da inadimplência do consumidor foi de 13,3%, e isso representa a oitava alta consecutiva, o que realmente desestimula o consumo.

Na comparação feita entre os meses de novembro de 2013 e novembro de 2014, a alta registrada foi de 4,9%. Todas as modalidades de inadimplência do consumidor tiveram elevação neste período, conforme a pesquisa da Serasa Experian.

Nas dívidas não bancárias, junto a cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviço a alta foi de 4,8%; em dívidas bancárias a inadimplência cresceu 3,2%; os títulos protestados tiveram alta de 13,5%; e nos cheques sem fundos a alta foi de 15,1%.

Ainda segundo a mesma pesquisa, o valor médio das dívidas não bancárias teve um aumento de 12,7% em 2014 – comparada com 2013 – registrando uma média de R$ 355,02 no valor das dívidas. Já o valor médio dos cheques sem fundos ficou registrado em R$ 1.763,82, uma alta de 7,2% em 2014.

Quanto aos títulos protestados, houve uma baixa de 0,4% no valor médio, que ficou registrado em R$ 1.381,42. O valor médio das dívidas bancárias também teve recuo, ficando em R$ 1.266,59, baixa de 3,3% em relação a 2013.

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    • KATHY
    • 9 de abril de 2015

    Não consigo ver a minha pontuação do Score

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