Organização Financeira do Brasileiro

A pesquisa abaixo detalhada foi realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com o portal virtual de educação financeira Meu Bolso Feliz, tendo ouvido 662 pessoas com mais de 18 anos, de todas as capitais do Brasil e de todas as classes sociais.

Esta pesquisa buscou levantar dados sobre orçamento pessoal, consumo e conhecimentos financeiros, que são fatores considerados essenciais para uma vida financeira saudável.

No quesito “orçamento”, 37% dos entrevistados não se consideram pessoas financeiramente organizadas, enquanto 69% dos entrevistados admitiram sentir algum tipo de dificuldade na hora de realizar o controle de suas receitas – assim como suas despesas e investimentos.

Por mais que 59% das pessoas tenham afirmado realizar o controle sistemático do orçamento pessoal – através de planilhas (32%), caderno de anotações (23%) ou de aplicativos digitais no celular (4%) – apenas 16% declararam que realizam este controle diariamente, o que garante maior efetividade no planejamento.

As principais dificuldades mencionadas para manter um bom planejamento financeiro foram: falta de disciplina para registrar os gastos (32%), dificuldades para se lembrar dos gastos feitos em dinheiro e que, por conseguinte, não constam no extrato bancário (16%), falta de tempo (8%), preguiça (4%), não saber como fazer ou por onde começar um controle financeiro (4%) ou considerar a tarefa chata ou sem importância (4%).

Para garantir uma boa saúde financeira, é preciso ultrapassar estas dificuldades – evitando-se a perda do controle financeiro e suas consequências ruins como dívidas e restrições no CPF. Com um pouco de esforço e de boa vontade se adquire este hábito e, na verdade, não importa qual a forma de se registrar o controle financeiro.

Algumas pessoas tem mais facilidade com planilhas, enquanto outras tem mais facilidade com aplicativos, mas o fundamental mesmo é registrar tudo aquilo que se ganha e que se gasta, sem cair na armadilha de fazer o controle financeiro “de cabeça”.

Esta pesquisa também pediu que os entrevistados atribuíssem uma nota, de 0 a 10, para os itens que considerassem mais importantes para definir uma vida financeira saudável. A média dessas notas, por item, segue abaixo:

Pesquisa de preços: 8,6
Ato de pechinchar: 7,8
Economizar todos os meses: 7,0
Fazer o controle do orçamento: 7,0

Percebe-se que os consumidores atribuíram notas maiores as atitudes relacionadas ao consumo, enquanto atitudes que podem trazer resultados mais eficazes tiveram notas menores.

A partir daí se percebe uma discrepância naquilo que os consumidores dizem valorizar, com aquilo que realmente conhecem de finanças pessoais. 48% dos entrevistados declararam que buscam conhecimentos financeiros apenas conversando com parentes e amigos, enquanto 46% disseram que buscam se informar pela leitura de jornais e revistas, e 35% dos entrevistados também disseram navegar em sites e blogs especializados em busca de dicas e práticas financeiras.

Por estas informações, percebe-se que o consumidor brasileiro sabe pouco sobre como conduzir seu orçamento financeiro e, por isso, tem pouco a contribuir quanto a ajudar outros consumidores a manter práticas saudáveis para a vida financeira.

Comportamento de risco

Quanto ao comportamento, 17% dos consumidores declararam que chegam ao fim do mês sem conseguir pagar suas contas em dia, enquanto 22% declararam que conseguem honrar seus compromissos, mas ao fazer isso, ficam zerados – sem nenhum centavo para poupança ou investimento – sendo que 61% dos entrevistados disseram conseguir guardar alguma quantia depois de honrar os compromissos financeiros.

Contudo, ao faltar dinheiro no orçamento mensal, os consumidores adotam atitudes de risco, como usar o limite do cartão de crédito para completar as despesas (19%), pedir dinheiro emprestado para amigos e familiares (17%), usar o limite do cheque especial (13%), contrair empréstimos junto a bancos (13%) ou gastar parte das reservas financeiras que poupou anteriormente (10%).

Uma curiosidade, 39% daqueles que responderam que usam o cartão de crédito para pagar as contas do mês também declararam que fazem isto todos os meses.

O uso do crédito para complementar a renda do mês é uma das piores alternativas para uma pessoa, que gasta um dinheiro que não possui. Somente a taxa anual de cartões de crédito no Brasil, uma das mais altas do mundo, chega a 300%. Como resultado, não é de se espantar que o destino de muitas desses consumidores seja ter uma restrição em seu CPF.

consulta-serasa-spc-cpf-gratis-online-scpc

Consulta CPF Online

Consulta CPF Online é o maior site de informações para reabilitação de crédito, limpar nome e dicas para realizar consulta online do seu CPF. Matérias 100% exclusivas!

Deixe um comentário

    Serasa e SPC ampliam parceria

    Neste ano de 2014 uma parceria entre a Serasa Experian e o SPC dominou os dois últimos dias da Convenção…

    Como renegociar dívidas com o banco

    O ano de 2014 trouxe um cenário de inflação, juros altos e desaceleração econômica. Diante desta conjuntura, os consumidores que…

    4 Maneiras de fazer uma consulta CPF

    Como é de conhecimento comum a toda a população, o CPF é o registro de cidadão perante a Receita Federal…

    Como localizar um cheque devolvido?

    A emissão de cheques sem fundos acarreta a inclusão do nome do consumidor no Cadastro de Emitentes de Cheques Sem…

    Cartão CPF Serasa Consumidor

    A Serasa Experian possui uma série de serviços que podem ser explorados pelos consumidores. Alguns serviços são pagos e outros…