Perfil das dívidas no SPC

O Serviço de Proteção ao Crédito – SPC Brasil, costuma realizar algumas pesquisas interessantes para mapear os hábitos de consumo da população brasileira. Isto serve tanto para os lojistas determinarem melhores formas de divulgar e vender seus produtos quanto para os próprios consumidores avaliarem como está o seu comportamento quanto aos seus hábitos de consumo, e suas relações com as finanças.

Para os consumidores pessoa física existe ainda um portal eletrônico vinculado ao SPC e que também realiza estudos de mercado referentes a negativação, financiamentos e parcelamentos, e aos hábitos de consumo em geral da população, trata-se do portal Meu Bolso Feliz

Um estudo interessante do SPC Brasil, conduzido em janeiro de 2014, registrou que entre cada dez dívidas não pagas, oito são de até R$ 2.500,00. O índice tem como referência o mês de dezembro de 2013.

Houve uma queda no mês de dezembro, comparado com o mês anterior, quando o percentual de dívidas abaixo deste valor era de 81,2%. Contudo, a faixa de dívidas superiores a R$ 7.500,oo passou de 8,27% em novembro para 8,39% em dezembro.

O que se espera para a mesma comparação a ser feita em dezembro de 2014 é que haja uma diminuição do valor das dívidas dos consumidores, influenciada pela inflação e pelo crescimento da renda do cidadão.

Levando em consideração o gênero, as mulheres contam 55,53% dos consumidores que estavam com nome negativado em dezembro de 2013, enquanto os homens completavam os 44,47% restantes. Consumidores de 25 a 49 anos totalizavam 62,6% dos casos de nome sujo.

É interessante notar que esse perfil costuma se encaixar naquele de chefes de família, responsáveis por gastos maiores como aluguel, mensalidades de escolas, água, luz, telefone, etc., e refletem que pessoas com esse perfil não realizaram planejamento financeiro. Da mesma forma, este dado leva a questionar a saúde das finanças da família brasileira.

Uma outra pesquisa realizada pela empresa de informações financeiras da Serasa Experian registrou que os consumidores que ganham até um salário mínimo por mês lideraram o aumento da demanda por crédito em 2013.

Nesta faixa salarial a demanda cresceu 8,4%, contra 3,7% daqueles que ganhavam entre um salário mínimo e R$ 1.000,00 mensais. A quantidade de pessoas que buscou crédito cresceu 1,8% ao longo dos doze meses do ano passado em relação ao ano de 2012.

Quanto ao setor de crédito, 2013 foi o segundo ano consecutivo de fraco desempenho, uma vez que em 2012 a demanda por crédito já tinha recuado. O desempenho foi pior nas demais camadas salariais.

De acordo com a Serasa, o fraco resultado do ano de 2013 é consequencia da inflação, dos consumidores que estão buscando diminuir o endividamento e a inadimplência, do aumento das taxas de juros e do custo do crédito e da alta do dólar.

Para o ano de 2014 ainda serão avaliados fatores como a influência da Copa do Mundo para a economia brasileira em 2014 e também o efeito do período de campanha eleitoral na economia do país.

1 Resposta

  1. Ariane Araújo da Silva 10 de novembro de 2017

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