SPC aponta que 54% dos brasileiros já foram vítimas de fraude

Neste início de ano uma pesquisa nacional foi concluída pelo Serviço de Proteção ao Crédito – SPC – e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL – e revelou que 54% dos consumidores brasileiros já foram vítimas de algum tipo de fraude no último ano.

O percentual é muito alto e corresponde a algo em torno de 5,4 milhões de brasileiros – somente nas capitais do país. O estudo mapeou os golpes mais frequentes, e estabeleceu um perfil das vítimas – apesar de que, de acordo com a pesquisa, apenas 28% dos entrevistados apontaram com certeza que foram vítimas de fraude, ou seja, a maioria dos brasileiros que passam por este problema sequer tem consciência de que foram enganados.

O estudo foi realizado com moradores das 27 capitais do Brasil, com idade acima de 18 anos, de ambos os sexos, de todas as classes econômicos e, principalmente, que possuem renda própria.

O SPC e a CNDL entrevistaram vítimas e não vítimas de fraudes, abrangendo 665 casos e gerando uma margem de erro de 3,8 pontos percentuais. O nível de confiança da pesquisa foi calculado em 95%.

A pesquisa classificou 19 tipos diferentes de golpes encontrados no comércio, no setor de serviços, no sistema bancário e na internet. O golpe mais citado pelos consumidores foi a propaganda enganosa (31% dos casos) seguido pela prática de se entregar um serviço diferente do que foi contratado inicialmente, com 21% dos casos.

Também foram relatadas dificuldades de acionar a garantia depois da compra de um produto e problemas com combustível adulterado. Com um percentual menos de ocorrência, os consumidores citaram também fraudes com cartão de crédito e o golpe da pirâmide financeira.

Os pesquisadores chegaram a conclusão de que não há características determinantes entre os fraudados, como idade, escolaridade, classe social etc., e sim uma semelhança de atitude e comportamento entre eles.

Para chegar a esta conclusão, os entrevistados foram divididos em três grupos – de baixo, médio e alto risco, de acordo com a predisposição de cada um a correr perigo em situações simples do dia a dia, como dirigir fora do limite de velocidade, passar antivírus atualizado no computador ou mudar as senhas de e-mail e cartão de crédito.

Feito isso, a pesquisa mostrou que a maioria dos consumidores – sendo vítimas ou não vítimas – se divide entre pessoas de médio risco, com 40% dos entrevistados, e alto risco, com 43%. Apenas 17% dos consumidores foram considerados de baixo risco. Isso indica que o brasileiro tende a ter um comportamento descuidado, aumentando a probabilidade de ser vítima de fraudes e golpes.

Mudar o comportamento

Para tentar entender o porquê de tantos consumidores terem sido alvo de golpes, perguntou-se aos entrevistados de quem teria sido a culpa por terem sido fraudados. Para a grande maioria, 69% das vítimas, a culpa foi das empresas que agiram de má-fé para enganar o consumidor intencionalmente. Entretanto, 25% dos entrevistados consideraram que eles mesmos foram os principais responsáveis pelo fato de terem agido de forma ingênua ou descuidada.

Também chegou-se a conclusão de que, ser vítima de algum tipo de fraude tende a gerar uma mudança de comportamento. Geralmente, quem já foi alvo de golpes passa a ter atitudes mais cautelosas.

No caso da propaganda enganosa, por exemplo, 95% dos consumidores declararam que mudaram a própria conduta e agora estão mais atentos diante de anúncios publicitários que oferecem oportunidades únicas a preços milagrosos.

A mesma coisa aconteceu com aqueles consumidores que tiveram problemas com os termos de garantia de produtos. 67% dos entrevistados afirmaram que, agora, leem atentamente os contratos antes de assiná-los. Neste sentido, é importante mudar o comportamento, para atitudes mais cautelosas.

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Comments

  1. Acho que é um absurdo a mentalidade dos fraudadores, infelizmente isso é reflexo de nossos políticos em grande parte corruptos, afinal de contas eles são o exemplo para nosso povo. Mesmo assim não justifica ser corruptos como eles.
    Muito bom seu artigo. Parabéns e muito sucesso.

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