Dicas para renegociar dívidas e limpar nome sujo

Não há conselho melhor para uma pessoa que está com restrição nos órgãos de proteção ao crédito do que limpar nome sujo através de uma renegociação. Isso mostra boa fé por parte do consumidor e, quanto a questão do score de crédito, sua pontuação fica melhor do que se o consumidor esperar pelo prazo de prescrição.

Abaixo, segue um roteiro com 10 dicas para os consumidores que procurar limpar o nome.

1 – Elaborar uma proposta

O risco de tentar uma renegociação sem ter uma proposta é que a empresa pode propor (ou impor) suas condições, que nem sempre são favoráveis para o consumidor.

Mesmo que o consumidor leve uma proposta realista de renegociação o credor pode recusar o pedido e, sendo assim, é importante que o consumidor também se prepare para ouvir uma contraproposta.

2 – Procure o credor

O primeiro passo para uma renegociação segura é entrar em contato com a empresa credora. O melhor, aqui, é tentar ser atendido pessoalmente, num setor especializado.

Outras opções são o atendimento telefônico ou por email mas, o essencial, é que o consumidor mostre para a empresa que tem interesse em regularizar sua dívida.

3 – Descontos em mutirões

Nos últimos anos tem sido bastante comum as instituições financeiras se reunirem para fazer mutirões de renegociação de dívidas, onde as oportunidades de descontos podem chegar a 50%.

Estas ações costumam ser vantajosas para o credor, pois a empresa que negocia coletivamente ganha sobre o volume de dívidas quitadas ao diminuir os seus indicadores de inadimplência.

4 – Redução de juros

Sabendo que as taxas de juros costumam variar, o consumidor também pode aproveitar um período em que os bancos ou lojas reduzem as suas taxas de crédito para pleitear uma redução dos juros de sua dívida, sendo que o consumidor deve comprovar que foi seriamente prejudicado.

5 – Pagamento a vista e desconto

Para o credor é sempre interessante receber de imediato o valor uma dívida inadimplente. Sendo assim, quando o consumidor tem uma reserva financeira para quitar o valor total de sua dívida, encontra uma oportunidade ideal para negociar um desconto.

6 – Restrição interna

Quando um consumidor procura crédito, a instituição sempre vai avaliar se a pessoa já teve problemas com pagamentos de dívidas passadas, ou se é um consumidor com risco de tornar-se inadimplente.

Quando o consumidor deixou de pagar uma dívida com a própria empresa em que está pleiteando um novo crédito, mesmo que a dívida passada esteja quitada, o credor tem o direito de negar um novo crédito.

7 – Limpar o nome online

Desde 2013 existem serviços virtuais como o Quitei.com e o Limpa Nome Online da Serasa, que oferecem a oportunidade de fechar uma renegociação pela internet.

Estes serviços não interfere na negociação, provendo apenas um espaço virtual para que a renegociação seja feita.

É interessante, para o consumidor, conferir a idoneidade dos sites que oferecem este serviço através dos órgãos de defesa do consumidor.

Além destes, existe o mutirão online da Boa Vista Serviços “Acertando Suas Contas”,  este serviço permite que você entre em contato diretamente com a empresa com a qual tem uma dívida e, finalmente, resolva a sua situação através da renegociação de dívidas.

8 – Penalidades

O consumidor deve ficar alerta com cobranças que envolvem ameaças de perda de bens ou descontos no salário, uma vez que o Código de Defesa do Consumidor prevê como penalidades pela inadimplência de empréstimos apenas a multa de 2% do valor da dívida e juros de até 1% ao mês pelo atraso.

9 – Consultar os órgãos de proteção ao consumidor

Em caso de dúvidas o consumidor não deve hesitar em procurar os órgãos de proteção ao consumidor, como os diversos Procons regionais. Um especialista também deve ser consultado caso o consumidor encontre cláusulas abusivas no contrato de renegociação.

10 – Evitar novas dívidas

Depois de fechar uma renegociação, o consumidor deve evitar fazer novas dívidas a fim de não perder o controle das suas finanças. O mais importante é não deixar as dívidas ultrapassarem mais de 30% da renda mensal.

Há especialistas que indicam também que o consumidor deveria fazer uma poupança, ou uma aplicação correspondente ao valor de uma ou duas prestações, para ser usada em casos de emergência, evitando desta forma uma nova inadimplência.

3 Comentários

  1. Roseli Ap de Barros Coelho nunes 29 de setembro de 2017
  2. Arcleide 2 de abril de 2017
  3. Laudiceia 18 de novembro de 2015

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